Após reunião entre o Tribunal Regional do Trabalho (TRT14), a empresa responsável e os trabalhadores, realizada no início da noite desta quarta-feira (06), a paralisação dos operadores do sistema de distribuição de energia no distrito de Nazaré foi suspensa até sexta-feira, prazo prometido pela empresa para o pagamento dos salários atrasados.
De acordo com o Juiz Paulo Tenório do TRT-14, houve uma tentativa de sensibilizar os trabalhadores para o restabelecimento do fornecimento de energia à comunidade.
“Eu tentei sensibilizar os trabalhadores sobre o restabelecimento da energia. Expliquei para eles que agora a questão deixou de ser mera promessa da empresa para se tratar de uma ação judicial. Mas agora depende da deliberação deles. Eles vão se reunir no sindicato para decidir se continuam ou não com a paralisação e se vão restabelecer o fornecimento de energia”, afirmou o procurador.
Um dos trabalhadores que participou da reunião, e que preferiu não se identificar, informou que a categoria decidiu suspender temporariamente a paralisação até sexta-feira, conforme acordo firmado durante a reunião. No entanto, ele alertou que uma nova interrupção não está descartada caso os pagamentos não sejam efetuados.
“Nós participamos da reunião e ficou acertado que a empresa fará o pagamento até sexta-feira. Esse foi o combinado. Entre os operadores, decidimos suspender, por enquanto, a paralisação e manter o fornecimento de energia até esse prazo. Caso o pagamento não aconteça, na segunda-feira vamos nos reunir novamente para decidir quais medidas serão tomadas”, explicou o operador.
A paralisação dos trabalhadores responsáveis pela operação da distribuição de energia em Nazaré durou cerca de 12 horas. O movimento foi motivado por atrasos salariais e outras reivindicações trabalhistas, como falta de pagamento de férias acumuladas, 1/3 do décimo terceiro salário, ausência de depósitos do FGTS, carência de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e necessidade urgente de manutenção na usina geradora.
O procurador Leonardo Trevizani Caberlon do MPF acompanhou de perto a situação com preocupação, por se tratar da violação dos direitos essenciais das populações tradicionais ribeirinhas e indígenas.
A reportagem tentou contato com a empresa responsável pelo serviço, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.
