Uma pesquisa inovadora da UFRJ, Universidade Federal do Rio de Janeiro, em parceria com o Instituto Vital Brazil, pode revolucionar a produção de soros antivenenos. 

A técnica consiste em submeter o veneno de cobras a pressões extremamente altas, modificando a estrutura molecular da substância, o que melhora a eficácia do soro para gerar anticorpos.
De acordo com a líder do estudo e pesquisadora da UFRJ, Lina Zingali, os resultados mostraram que o soro produzido com o veneno pressurizado gera menos efeitos tóxicos nos animais imunizados e tem sua capacidade de atuação ampliada.
“Depois da pressurização, além de diminuir a toxicidade do veneno, ele se tornou ainda mais neutralizante. Então ele se tornou mais potente. Um outro aspecto bem interessante desse trabalho é que a gente formula anticorpos capazes de neutralizar outros venenos e com isso conseguimos um antissoro melhorado”.
A especialista explica também que o soro é um importante aliado no combate a outras doenças.
“Na verdade, o soro é importante não só para casos de acidentes de serpentes, mas também de outros animais como aranha, escorpiões, entre outros. E também para doenças como raiva e tétano, quando tratamentos importantes são feitos através de soroterapia”.
A pesquisa foi financiada pelas agências Faperj, Capes e CNPq, e pode ser um avanço importante no combate ao envenenamento por picada de cobra, que afeta milhões de pessoas em todo o mundo.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, a cada 10 segundos, alguém é picado por uma cobra. A estimativa é de que as mortes por essas ocorrências podem chegar a cerca de 140 mil por ano. No Brasil, o envenenamento por picada de cobra é a segunda principal causa de envenenamento por animais peçonhentos.
Fonte: Rádio Agência
Foto: Instituto Vital Brasil




