“Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé” (2Tm 4,7).
Neste dia 17 de junho, recordamos os sete anos da Páscoa definitiva de Dom Moacyr Grechi, pastor que deixou marcas profundas na Igreja da Amazônia e na vida de muitas pessoas.
Para mim, recordar Dom Moacyr é recordar um amigo, um pai espiritual e um exemplo de pastor. Tive a graça de conviver com ele em diferentes momentos de minha vida: na família, no seminário e no ministério sacerdotal. Sempre me impressionaram sua simplicidade, sua capacidade de acolher e sua confiança em Deus. Sua presença transmitia serenidade, sabedoria e esperança.
Seu lema episcopal, “O último de todos e o servo de todos”, expressava aquilo que viveu durante toda a sua missão. Como bispo de Rio Branco e, depois, arcebispo de Porto Velho, dedicou-se à evangelização, à defesa da dignidade humana e ao cuidado dos mais pobres.
Com coragem evangélica, esteve próximo dos povos indígenas, dos seringueiros, dos trabalhadores rurais e de tantas pessoas que enfrentavam situações de injustiça. Foi uma voz profética na Amazônia e colaborou no fortalecimento de importantes organismos da Igreja, como o CIMI, a CPT e a Comissão Justiça e Paz.
Mais do que os cargos que exerceu, permanece viva a lembrança de um homem de fé, humilde, próximo do povo e profundamente apaixonado por Jesus Cristo. Seu testemunho continua presente na caminhada da Igreja amazônica, nas comunidades que ajudou a fortalecer e na vida de tantos sacerdotes e leigos que acompanhou.
Hoje elevamos nossa gratidão a Deus pelo dom de sua vida e de seu ministério. Que o Senhor lhe conceda a recompensa prometida aos servos fiéis e que seu exemplo continue inspirando novas gerações a viver o Evangelho com coragem, humildade e amor.
Dom Moacyr, obrigado por sua amizade, por seu testemunho e por seu serviço à Igreja. Sua memória permanece viva entre nós.
Por: Padre Geraldo Siqueira de Almeida – Pároco da Catedral Metropolitana Sagrado Coração de Jesus em Porto Velho – Rondônia
