A segunda edição da Agrotec 2026, realizada em Porto Velho, foi muito além da exposição de produtos e serviços. Para pequenos empreendedores, a feira representou uma oportunidade de divulgar marcas, conquistar novos clientes e, principalmente, transformar a participação no evento em resultados concretos de vendas.
Um dos exemplos é o da empreendedora Queila Castro, da Flor do Maracujá Moda e Artesanato, que participou da feira levando produtos desenvolvidos especialmente para o público bem exigente e que ama uma estampa e a Amazônia.
Segundo Queila, a expectativa inicial era apenas apresentar a marca e testar a receptividade dos visitantes. O resultado, porém, superou as previsões.
“A Flor do Maracujá Modas veio participar aqui sem muita perspectiva. É um evento novo e a gente acaba não esperando muito. Mas só de sentir aquela energia, a movimentação e ver toda a organização, a coisa foi aumentando. Surpreendeu muito, inclusive financeiramente; afinal, o verdadeiro empreendedor vê resultado quando ele vende bem”, partilha.

Produtos pensados para o público da feira
Para participar da Agrotec, Queila preparou uma coleção voltada especialmente para o universo do agronegócio e para a identidade regional. Entre os produtos estavam camisetas com estampas de máquinas e elementos ligados ao campo, além de peças com proteção contra raios UV, destinadas a pessoas que trabalham ou praticam atividades ao ar livre.
A estratégia faz parte do modelo de negócio da empreendedora, que desenvolve coleções de acordo com cada evento ou data comemorativa.
“Se é evento agro, vai ter material para o agro. Se é, por exemplo, o mês da mulher negra, fazemos uma linha afro. No mês das mães, fazemos uma coleção que demonstre amor. A gente sempre vai diversificando”, explicou.

Agrotec como vitrine para pequenos negócios
Além das vendas, a participação na feira também funcionou como uma espécie de pesquisa de mercado. Queila afirma que a experiência deste ano já serve de preparação para a próxima edição.
“Isso aqui é uma sondagem. Ano passado eu participei e já trouxe material para suprir uma necessidade do que eu tinha sentido no ano passado. E este ano também não foi diferente”, destacou.
A empreendedora pretende participar da 3ª edição em 2027 ainda mais preparada, com novos produtos e maior quantidade de peças.
Entre os itens que tiveram maior procura nesta edição estavam camisetas, vestidos, produtos com referências à fauna e à cultura amazônica e os chapéus. Segundo Queila, os chapéus confeccionados com broto de bambu alcançaram recorde de vendas.
Para ela, a experiência demonstra que a Agrotec não serve apenas para suprir uma necessidade comercial, mas também para superar expectativas.

Valorização da identidade de Rondônia
Outro aspecto destacado pela empreendedora foi a oportunidade de levar um pouco da identidade amazônica para visitantes de outras cidades que passaram pela feira. Para Queila, cada produto vendido representa também uma forma de divulgar a cultura e as referências regionais.
A experiência da Flor do Maracujá Moda e Artesanato resume o impacto que a Agrotec pode proporcionar aos pequenos negócios: visibilidade, relacionamento com o público, fortalecimento da marca e vendas.
Mais do que uma vitrine para grandes empresas e produtores, a feira mostrou que existe espaço para quem está começando, para quem empreende em pequena escala e para quem transforma criatividade e identidade regional em oportunidade de negócio.
A Flor do Maracujá Moda e Artesanato está situada na rua Salgado Filho, 2295, bairro São Cristóvão. Mais informações e encomendas, pode falar com a Queila Castro pelo fonewhats: (69) 98459-1166.
Fotos: Queila Souza
