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Usinas do Madeira: "nem tudo são flores"...

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O sonho de construir um patrimônio digno, para si e para as famílias que ficaram longe, acabou trazendo a Porto Velho centenas de trabalhadores que agora retornam as suas casas sem nada.

Esta semana foi concluída a rescisão trabalhista de 55 pessoas que estavam vivendo em condições análogas a escravidão. Resgatados pelo Ministério Público do Trabalho, os homens que vieram de vários Estados do país estão retornando sem conseguir alcançar o sonho de ganhar muito dinheiro e trazer a família para Porto Velho.

Estas são as primeiras ações contra empresas que trabalham no Estado motivadas pela construção das usinas hidrelétricas no Rio Madeira.  A BS, responsável pela construção das casas em Nova Mutum, contratou os trabalhadores que agora saem sob a proteção do Ministério Público do Trabalho.

Todos foram arregimentados por pessoas a serviço da empresa e se para alguns a verdade foi dita, para outras, o engano e a ilusão foram desastrosas.

Alguns trabalhadores, que em seus locais de origem vivem na miséria, acreditam que a oferta da empresa na Capital era suficiente, mas para a maioria e também para o Ministério Público do Trabalho as condições de vida e trabalho eram degradantes.  

Sem ter como fugir da realidade a empresa negociou a rescisão contratual do grupo e ainda pagou as passagens de volta para os contratados em outros Estados.

A ação, executada em sigilo, mostra que nem tudo são flores nas obras das famosas hidrelétricas. A Capital assiste a greve dos trabalhadores da construção civil e agora toma conhecimento de que pessoas são alojadas de forma sub-humana.

O que se percebe agora é a diferença de atuação dos órgãos de defesa do cidadão. Se há alguns anos, os trabalhadores sofriam sem ter a quem recorrer, agora todos sabem que existe um ponto de apoio.

Assim como em todo o país, em Rondônia também existe lei e todo trabalhador deve ser respeitado e ter seus direitos garantidos.

Última atualização ( Sex, 11 de Setembro de 2009 13:19 )  

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Flash de Notícias

Prossegue desrespeito às leis no Trevo do Roque
Mesmo com o serviço concluído e a sinalização colocada de forma correta, como manda o Código de Trânsito Brasileiro, os motoristas continuam desrespeitando as regras no Trevo do Roque.  O desrespeito acontece durante todo o dia e a Polícia Rodoviária Federal assiste a tudo sem nada fazer. Quem respeita a sinalização é obrigado a frear bruscamente para evitar colisões devido aos erros de motoristas irresponsáveis. Segundo motoristas que esperam passagem do lado correto da rodovia, argumentam que, enquanto o DNIT não providenciar a divisão da via com bloquetes mais altos, o desrespeito vai continuar. Além do desrespeito a sinalização, muitos motoristas são obrigados a desviar de crateras no acesso ao Trevo do Roque. Motoristas alertam que qualquer dia um trágico acidente pode ocorrer no Trevo do Roque.